Os professores da rede estadual de ensino, que nesta sexta-feira (13), realizaram assembleia para decidir pela manuntenção ou fim da greve, seguem agora para a casa dos 100 dias sem aulas. "Vamos continuar até que haja uma nova proposta do Governo que seja acatada pela categoria", disse o presidente da Associação dos professores do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, ao nosso repórter Alessandro Isabel.
Na assembleia dos docentes, realizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), os professores permanecem acampados e, após a decisão de não voltarem às salas de aulam começaram a gritar: "A greve continua".
107 dias parados. Este é o tempo perdido pelos alunos por conta da parlisação. São 94 dias deste greve mais 13 dias paralisados por conta da greve da Polícia Militar, no início deste ano, que até então não foram repostas.
A negociação não avançou e a mudança nos termos da proposta foi considerada "mínima" pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira. A categoria bate o pé firme e exige que seja cumprida a Lei do Piso que estabelece reajuste de 22,22% para os educadores.
O governo se propôs a conceder aos professores licenciados, em novembro de 2012, promoção por meio de curso, com ganho de 7%, e em abril de 2013, nova promoção, também com ganho de 7%. Não convenceu. A categoria segue insatisfeita com os termos propostos e deverá referendar a continuação da greve em assembleia, que será realizada nesta sexta-feira.
Conciliação frágil
Uma mudança no discurso ascendeu um sinal verde no que parecoa ser o fim da greve. "Tentaremos a conciliação. Vamos ver qual é a proposta do Governo", assim discursou nesta quinta-feira (12), o presidente da Associação dos Professores do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, durante entrevista ao Programa do Bocão, na Rádio Sociedade.
Segundo ele, na reunião que será feita na tarde de hoje, às 14h, no Ministério Público entre a categoria e o Governo do Estado, "será decidido o que for melhor para todos. Mas, a categoria que vai decidir. Vai depender da proposta apresentada pelo governador hoje e aí vou passar para os professores, nesta sexta, durante assembleia", disse Rui, mudando o discurso que vinha sendo apresentado.
"Estou com um espírito conciliador. Espero que o fim da greve seja confirmada amanhã (quita-feira), na reunião que considero a mais importante até hoje, e referendada na Assembleia. Eu mostrei todos os números ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça evidenciando que a situação fiscal do estado é apertada, mas que há boa vontade para se
chegar na proposta", afirmou Jaques Wagner.
Pelo visto não deu certo. E de assembleia em assembleia, proposta e contra-proposta, a educação permanece parada na Bahia.


